top of page

Conhecendo o Reino de Deus

6 de jul.
14 min de leitura
Conhecendo o Reino de Deus

  1. O que é o Reino de Deus (A Natureza do Reino)


A compreensão do Reino de Deus (chamado de "Reino dos Céus" em Mateus, ou "Reino de Deus" em Marcos, Lucas e João) é a mensagem principal de todo o ministério de Jesus Cristo. Sob a ótica teológica protestante, o Reino de Deus não deve ser visto como um país físico com fronteiras na terra, nem como um sistema político ou uma sociedade perfeita criada por homens. Ele é, acima de tudo, o governo ativo, vivo e soberano de Deus sobre toda a criação, tanto no mundo visível quanto no invisível.


Para entender esse Reino, a teologia protestante olha para a "História da Salvação" — que é o plano de Deus sendo revelado ao longo do tempo na Bíblia. No Antigo Testamento, a soberania de Deus é eterna e universal. O Êxodo (a libertação do povo do Egito) foi uma demonstração do reinado de Deus na história. Depois, o reino de Davi e Salomão funcionou como uma "era de ouro" que apontava para o futuro, mostrando como é viver sob a justiça, a paz (o shalom) e a presença direta de Deus.


Mas, por causa da desobediência do povo de Israel, esse reino físico acabou. Os profetas antigos, então, começaram a prometer um Reino futuro definitivo. Eles anunciaram que Deus iria intervir na história para corrigir todas as injustiças, derramar o Seu Espírito Santo, curar as feridas, acabar com a morte e dar o governo eterno ao "Filho do Homem".


Quando Jesus Cristo veio ao mundo, esse futuro prometido invadiu o presente. A teologia explica isso usando o conceito de "já e ainda não". Significa que o Reino de Deus  está presente de forma real e salvadora na pessoa, nos milagres e na mensagem de Jesus; mas ele ainda não chegou à sua totalidade completa, o que só acontecerá no fim dos tempos, quando Cristo voltar. O Reino não é algo que os seres humanos constroem aos poucos através de reformas sociais, mas sim uma ação direta, gratuita e sobrenatural de Deus na história.


A essência espiritual e soberana do Reino de Deus está registrada nestas passagens da Bíblia:


"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu:

Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós." (Lucas 17:20-21)


"Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui." (João 18:36)


"Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós." (Mateus 12:28)


"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu." (Mateus 6:9-10)


  1. Os Impactos Visíveis do Reino de Deus para a Humanidade


Embora o Reino de Deus comece no coração e seja invisível para quem não tem fé, ele gera mudanças muito práticas, visíveis e reais no mundo. A teologia explica esse impacto usando duas verdades bíblicas: 


A Graça Salvadora (que transforma e salva os crentes) e a Graça Comum (que é o favor que Deus dá a toda a humanidade, mesmo para quem não crê). A Graça Comum é a ação do Espírito Santo que freia o mal na terra, mantém a ordem na sociedade, incentiva a justiça entre os povos e desenvolve as artes, a ciência e a cultura.


Dessa forma, a vinda do Reino através de Jesus funciona como uma força que restaura e cura o mundo. Os milagres, curas e expulsões de demônios que Jesus fazia não eram apenas exibições de poder para impressionar as pessoas, mas provas práticas de que o governo de Deus estava invadindo o domínio do mal e desfazendo os estragos físicos e espirituais causados pelo pecado. O Reino gera um impacto ético profundo: ele cria uma "contracultura" baseada no amor, na justiça e no acolhimento, que bate de frente com o egoísmo, o orgulho e as estruturas de opressão do mundo.


A Igreja visível tem o papel de ser uma "vitrine" desse Reino na terra. Onde as pessoas se submetem de verdade ao governo de Deus, surgem ações práticas de bondade: ajuda aos necessitados, consolo aos que sofrem, defesa dos oprimidos e busca ativa pela paz. Essas ações de misericórdia são pequenas amostras históricas da restauração total que Deus fará no futuro, quando livrar toda a criação do sofrimento.


Os impactos visíveis e práticos do Reino estão fundamentados nestes textos:


"O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor." (Lucas 4:18-19)


"Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo." (Romanos 14:17)


"então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? Respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mais pequeninos, a mim o fizestes." (Mateus 25:34-40)


  1. O Reino de Deus no Evangelho de Mateus


O Evangelho de Mateus foi escrito pensando principalmente em leitores de origem judaica. Por respeito ao costume judaico daquela época, que evitava falar o nome de Deus diretamente para não correr o risco de desrespeitá-lo, Mateus costuma usar a expressão "Reino dos Céus". Mas o significado é exatamente o mesmo de "Reino de Deus" presente nos outros Evangelhos.


No capítulo 13 de Mateus, Jesus usa várias parábolas para explicar os segredos do Reino, quebrando totalmente a expectativa política que os judeus tinham. Eles esperavam que o Messias viesse como um líder militar para derrotar o Império Romano e colocar a nação de Israel no topo do mundo. Mas Jesus mostra que o Reino de Deus cresce de forma simples, humilde e orgânica.


Através das parábolas do grão de mostarda e do fermento, Jesus ensina que o Reino começa de um jeito minúsculo e quase invisível, mas tem uma força interna viva que vai crescer até transformar o mundo inteiro. As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor revelam que o Reino de Deus tem um valor infinito e incomparável, e que vale a pena abrir mão de qualquer apego ou ídolo terreno para fazer parte dele.


Nas parábolas da rede lançada ao mar e do trigo e do joio, Jesus ensina sobre a paciência de Deus no tempo presente. Ele mostra que, nesta era, os verdadeiros crentes e as pessoas falsas vão conviver misturados na sociedade e até mesmo dentro da igreja visível. A separação definitiva entre quem é justo e quem não é só será feita por Deus e Seus anjos no dia do julgamento final. Por fim, no capítulo 18, Mateus destaca que o Reino exige um estilo de vida de perdão constante entre os irmãos, pois fomos imensamente perdoados por Deus.


As parábolas sobre os mistérios do Reino em Mateus estão registradas nestes versículos:


"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem, pegando dele, semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos. Outra parábola lhes disse: O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado." (Mateus 13:31-33)


"O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra." (Mateus 13:44-46)


"O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes." (Mateus 13:47-50)


"Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos." (Mateus 18:23)


  1. O Reino de Deus no Evangelho de Marcos


O Evangelho de Marcos é rápido, dinâmico e focado nas ações de Jesus, mostrando o Seu poder contra as doenças e contra as forças do mal. Logo no início do livro, Jesus apresenta o Reino com muita urgência. Ele diz que o tempo determinado por Deus chegou e que a resposta das pessoas deve ser o arrependimento sincero (mudança de mente e atitude) e a fé nas boas-novas do Evangelho.


A grande contribuição exclusiva de Marcos é a parábola da semente que cresce secretamente (Marcos 4:26-29). Nessa parábola, Jesus ensina que o Reino de Deus cresce pelo poder soberano e invisível do próprio Deus. O ser humano faz a sua parte ao plantar a semente, mas quem faz ela brotar, crescer e amadurecer dia e noite é Deus, de um jeito misterioso que o homem não consegue entender ou controlar. Isso ensina que o avanço do Evangelho no mundo não depende de táticas de marketing humano ou de manipulação emocional, mas do agir silencioso e poderoso de Deus.


Além disso, Marcos mostra que o Reino de Deus deve ser recebido como uma criança recebe um presente. Na sociedade daquela época, as crianças eram o maior símbolo de fragilidade, falta de posses e total dependência dos pais. Ao usar esse exemplo, Jesus ensina que ninguém entra no Reino por causa de seus próprios méritos, forças ou status social, mas sim reconhecendo sua total dependência e necessidade da graça de Deus.


Esses ensinamentos práticos em Marcos estão registrados nas seguintes passagens:


"E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do Reino de Deus e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho." (Marcos 1:14-15)


"Dizia também: O reino de Deus é como um homem que lança semente à terra. Noite e dia, estando ele dormindo ou acordado, a semente germina e cresce, embora ele não saiba como. A terra por si própria produz o grão: primeiro o talo, depois a espiga e, então, o grão cheio na espiga. E, logo que o fruto amadurece, ao ponto lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa." (Marcos 4:26-29)


"Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele." (Marcos 10:14-15)


  1. O Reino de Deus no Evangelho de Lucas


No Evangelho de Lucas, o Reino de Deus é apresentado com foco na inversão dos valores humanos. Lucas mostra que anunciar a mensagem do Reino é a própria razão pela qual Jesus veio ao mundo.


Uma das parábolas mais famosas de Lucas sobre o tema é a do Grande Banquete (Lucas 14:15-24). O banquete representa a comunhão e a alegria na presença de Deus. Na parábola, os primeiros convidados (que representavam os ricos e religiosos importantes de Israel) dão desculpas e recusam o convite por estarem muito apegados aos seus negócios e posses terrenas. Diante disso, o dono da casa manda convidar as pessoas que as pessoas da cidade desprezavam: os pobres, os deficientes físicos, os cegos e os necessitados. Isso revela a grande inversão de valores do Reino: aqueles que se acham importantes e autossuficientes ficam de fora, enquanto os humildes e excluídos são acolhidos por Deus.


Lucas também deixa claro que o Reino não pode ser localizado por sinais políticos ou exércitos visíveis. Quando os fariseus perguntam quando o Reino chegaria, Jesus adverte que o reinado de Deus já estava "entre" eles, presente na própria vida, milagres e ministério de Jesus e de Seus discípulos.


A mensagem de Lucas sobre o Reino está registrada nestas passagens:


"Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado." (Lucas 4:43)


"Ora, ouvindo tais palavras, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus. Ele, porém, respondeu: Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos. À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado. Não obstante, todos, à uma, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado. Outro disse: Comprei os cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me tenhas por escusado. E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir. Voltando o servo, tudo contou ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Depois, lhe disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa. Porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia." (Lucas 14:15-24)


"E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus, respondeu-lhes e disse: O Reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está entre vós." (Lucas 17:20-21)


  1. O Reino de Deus no Evangelho de João


O Evangelho de João tem um estilo diferente dos outros três. Ele usa menos a palavra "Reino de Deus" e prefere usar a expressão "vida eterna", que tem o mesmo sentido prático de viver sob o governo de amor de Deus. Porém, as poucas vezes em que João registra conversas sobre o Reino trazem lições profundas.


Na conversa de Jesus com Nicodemos (um líder religioso influente), o Reino é associado à necessidade absoluta de nascer de novo. Jesus deixa claro que o ser humano, por suas próprias forças, inteligência ou religiosidade, não tem capacidade de enxergar ou entrar no Reino de Deus. É preciso uma transformação espiritual completa (um milagre que depende só de Deus), operada pelo Espírito Santo, que é comparada à limpeza com água e à liberdade do vento, que sopra onde quer de forma misteriosa.


Mais tarde, diante de Pôncio Pilatos, Jesus explica que o Seu Reino não é deste mundo. O Reino de Deus não funciona como os governos políticos da terra, não usa violência, armas ou exércitos físicos para conquistar espaço e não se envolve com disputas de poder terrenas. A soberania de Deus reina no coração das pessoas que ouvem e obedecem à verdade do Evangelho.


As passagens fundamentais em João sobre o Reino são as seguintes:


"A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus." (João 3:3-5)


"Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui." (João 18:36)


  1. Comparativo das Descrições do Reino de Deus nos Evangelhos


A tabela abaixo compara as principais parábolas e ensinamentos sobre o Reino de Deus, resumindo as suas passagens da Bíblia, os seus significados espirituais e as suas lições para o dia a dia:



Evangelho e Passagem

Versículo Bíblico Transcrito

Significado Simbólico

Implicação Prática

Mateus 13:31-33 (ARC)

"O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem... semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas... O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado."

O Reino começa pequeno na história, mas cresce até se tornar enorme; ele transforma as coisas por dentro de forma silenciosa e irresistível.

Nos dá ânimo ao saber que, mesmo quando a Igreja parece fraca ou pequena no mundo, a obra de Deus vai vencer no final.

Mateus 13:44-46 (ARA)

"O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra."

O Reino de Deus tem um valor infinito e incomparável; nada neste mundo vale mais do que pertencer a Ele.

Exige que estejamos dispostos a abrir mão de tudo o que nos afasta de Deus com muita alegria, sabendo que Ele é o nosso maior bem.

Mateus 13:47-50 (ARC)

"Igualmente, o Reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos..."

Na era presente, pessoas verdadeiramente convertidas e pessoas falsas convivem juntas na sociedade e na Igreja visível.

Evita que tentemos julgar ou separar as pessoas antes da hora por conta própria, sabendo que Deus fará a justiça perfeita no fim.

Marcos 4:26-29 (ARA)

"O reino de Deus é como um homem que lança semente à terra. Noite e dia, estando ele dormindo ou acordado, a semente germina e cresce, embora ele não saiba como. A terra por si própria produz o grão: primeiro o talo, depois a espiga e, então, o grão cheio na espiga. E, logo que o fruto amadurece... é chegada a ceifa."

O crescimento do Reino é feito pelo poder soberano e invisível de Deus, e não pelo esforço ou controle humano.

Tira a ansiedade das nossas costas, lembrando que o nosso papel é apenas plantar a semente com fidelidade, mas o crescimento vem de Deus.

Lucas 14:15-24 (ARA)

"Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus... Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos... Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos... Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa..."

O Reino inverte os valores do mundo: os que se acham ricos e autossuficientes ficam de fora, enquanto os necessitados e humildes são acolhidos.

Move a Igreja a realizar uma missão cheia de compaixão, acolhendo e cuidando dos necessitados e excluídos com muito amor.

João 3:3-5 (ARA)

"Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus... em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus."

O ser humano está espiritualmente cego e morto por causa do pecado e precisa de um milagre de vida nova operado totalmente pelo Espírito Santo.

Mostra que a salvação é um presente totalmente gratuito de Deus, que não pode ser comprada por rituais ou bom comportamento moral.


  1. Conclusão


O estudo dos Evangelhos revela que a mensagem de Jesus sobre o Reino de Deus é perfeitamente unida e rica. O Reino não é apenas um sentimento místico e fechado, nem uma revolução política para mudar governos humanos à força. Ele é o governo real de Deus que já começou na terra com a vinda de Jesus e caminha firmemente até a sua vitória completa no final da história.


Viver na tensão do "já e ainda não" nos dá o equilíbrio perfeito para a vida cristã no dia a dia:

  • Por sabermos que o Reino  começou, nós não ficamos parados: pregamos a Palavra, lutamos contra o mal, cuidamos dos que sofrem e promovemos a justiça, sabendo que tudo isso agrada a Deus e mostra o Seu amor ao mundo.

  • Por outro lado, sabendo que o Reino ainda não chegou de forma completa, nós não caímos na ilusão de achar que a política ou as estratégias humanas criarão um mundo perfeito na terra. A nossa esperança final não está em sistemas humanos, mas na volta triunfante do nosso Rei Jesus.


A Igreja fiel, portanto, serve ao Reino quando vive de forma humilde e simples, compartilhando as boas-novas, perdoando de coração, dependendo totalmente do poder invisível de Deus e espalhando a Sua justiça, paz e alegria por onde passar. Fácil?


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page